Bahia, 13 de Maio de 2026
Por: Poder 360
13/05/2026 - 08:19:26

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta 3ª feira (12.mai.2026) que o crime organizado “nunca foi da favela” e que as forças de segurança precisam olhar para além das periferias. A fala foi feita durante o lançamento do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, no Palácio do Planalto.

O presidente afirmou que o caminho ainda é longo e cobrou mudanças na relação com o Poder Judiciário, citando queixas recorrentes de governadores de que suspeitos são presos e logo soltos.
Em sua fala, voltou a pressionar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano). Disse ter entregado por escrito, durante sua reunião com ele, uma lista de brasileiros ligados ao crime organizado que estariam em Miami. Afirmou que, se Trump “estivesse disposto a encarar com seriedade o combate ao crime organizado, o Brasil tinha expertise” para colaborar.

O programa lançado soma R$ 11,1 bilhões: R$ 1,065 bilhão em recursos diretos do Orçamento da União e R$ 10 bilhões em linha de crédito do BNDES para estados e municípios. A estrutura se divide em 4 eixos:

presídios de segurança máxima, asfixia
financeira do crime, investigação de
homicídios e combate ao tráfico de armas.

O ministro da Justiça, Wellington César Lima, afirmou que o programa “vem em boa hora e na medida certa” e disse que 80%  dos líderesde organizações criminosas catalogadas estão concentrados nos sistemas prisionais.
Lima ressaltou que o plano só foi viável depois de suplementação orçamentária aprovada semanas atrás. “O senhor viabilizou R$ 1 bilhão no Orçamento Geral da União, além de R$ 10 bilhões em financiamento pelo BNDES”, disse, dirigindo-se a Lula.

Pedro Maia, presidente do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais, defendeu o combate às armas do crime organizado, a recuperação de territórios, incluindo fronteiras, e a qualificação para elucidação de crimes. Jean Francisco Bezerra Nunes, presidente do Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública, disse que “o plano vem m boa hora”, mas que é preciso que os Estados também façam a sua parte.

Um ponto de atenção é a sustentabilidade do programa. Sem prazo de encerramento, ele depende da aprovação da PEC da Segurança Pública, parada no Senado desde março, para garantir financiamento permanente.

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