Bahia, 07 de Agosto de 2026
Por: Jackson Domiciano
07/08/2026 - 08:13:28

Não é de hoje, nem de ontem, que o enfraquecimento dos interesses coletivos em prol do desenvolvimento de Eunápolis vem se acentuando. De forma continuada, instala-se um vazio imenso, enfraquecendo cada vez mais a unidade necessária para as discussões que deveriam estar voltadas para o futuro desta cidade, onde todos vivem, trabalham e sobrevivem.

Não é possível que essa vaidade permaneça por mais tempo. Se essa postura continuar, todos, inclusive aqueles que vivem nos chamados “Jardins da Vida”, terão pela frente prejuízos incalculáveis.

Diante desse comportamento, muitas vezes revestido de vaidade, individualismo e distanciamento, fica uma pergunta inevitável: que cidade teremos daqui a alguns anos?

O que se ouve nos quatro cantos é que homens e mulheres bem-sucedidos do agronegócio não querem saber de política partidária. Não querem se misturar. Da mesma forma, parte do empresariado prefere manter distância das discussões políticas e institucionais. Por sua vez, os políticos que deveriam dar exemplos, se engalfinham como doidos! Voltados para seus interesses.

Esse pensamento é um grande equívoco.

Ao acreditarem que não participar das discussões públicas os mantém protegidos, empresários, produtores rurais e setores organizados da sociedade podem, em breve, colher os frutos amargos dessa omissão. Porque política, queira-se ou não, interfere diretamente na economia, na segurança, na infraestrutura, na saúde, na educação e, sobretudo, no futuro de uma cidade.

O resultado dessa falta de união é visível.

Eunápolis enfrenta problemas graves que exigem a participação de todos. A violência, a deficiência de infraestrutura, as dificuldades econômicas e tantos outros desafios não serão resolvidos apenas pelo poder público. É indispensável a participação efetiva das instituições, entidades representativas, empresários, produtores rurais, profissionais liberais e da própria sociedade civil.

Quando cada segmento olha apenas para os seus próprios interesses, perde-se a força da coletividade.

Em vez de fortalecer a consciência coletiva que deveria pairar sobre Eunápolis, as vaidades, o isolamento e a falta de diálogo acabam contribuindo para o agravamento dos problemas que atingem toda a população.

Uma cidade não se constrói apenas com obras. Constrói-se também com união, participação, cobrança, diálogo e compromisso coletivo.

Ainda há tempo.

Tempo para deixar de lado vaidades pessoais, interesses isolados e diferenças políticas. Tempo para que as instituições, entidades representativas e o setor produtivo compreendam que o futuro de Eunápolis não pode ser construído por poucos.

É preciso unir forças.
Porque, quando a cidade perde a capacidade de discutir coletivamente o seu próprio futuro, todos perdem.
Eunápolis precisa reagir. E precisa reagir agora.

Veja + Notícias/Geral