Bahia, 26 de Março de 2019
PETROBRAS

Integrantes de força-tarefa vão à Suíça em busca de dinheiro desviado da Petrobras
Adarico Negromonte, irmão do ex-ministro das Cidades, Mário Negromente é suspeito de fazer o transporte de dinheiro vivo em nome do doleiro Alberto Youssef.
Por: g1
25/11/2014 - 12:41:32

 Integrantes da força-tarefa do Ministério Público Federal, que investiga corrupção na Petrobras, viajaram à Europa em busca de dinheiro desviado da estatal. Na manhã de segunda-feira (24), o último foragido da sétima etapa da Operação Lava Jato se apresentou à polícia em Curitiba.

Adarico Negromonte Filho entrou no prédio da Polícia Federal a pé e se manteve calado. Adarico Negromonte, irmão do ex-ministro das Cidades, Mário Negromente é suspeito de fazer o transporte de dinheiro vivo em nome do doleiro Alberto Youssef. A advogada de Adarico quer que ele responda processo em liberdade.

"O Sr. Adarico já colaborou, já fez o depoimento, já se apresentou, ele já fez os esclarecimentos. Ele conta com uma idade avançada e um estado de saúde delicado. Por esse motivo, nós aguardamos o bom senso da Justiça para que ele possa responder os demais atos em liberdade", diz Joyce Roizen, advogada de Adarico Negromonte.

O doleiro Alberto Youssef, preso na primeira fase da Operação Lava Jato, em março, voltou a ser ouvido na sede da Polícia Federal em Curitiba. Esse novo depoimento só deve terminar na terça-feira (19) e faz parte do acordo que o doleiro fez com a Justiça para contar o que sabe em troca de uma possível redução de pena.

Na segunda (18), procuradores da força-tarefa do Ministério Público Federal embarcaram para a Suíça em busca de parte do dinheiro que teria sido desviado de obras da Petrobras. Eles vão analisar a movimentação das contas que o ex-diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, tem na Suíça. O ex-diretor já se comprometeu a devolver o dinheiro, ao todo, US$ 27 milhões.

A força-tarefa vai averiguar também se outros investigados mandaram dinheiro para o exterior.

Em depoimento, o executivo Júlio Camargo, da empreiteira Toyo Setal, revelou que, em 2008, repassou R$ 6 milhões de reais em propina. A maior parte do dinheiro foi depositada no banco Credit Suisse em contas indicadas pelo ex-diretor de serviços da Petrobras, Renato Duque, e por Pedro Barusco, ex-gerente de serviços da estatal.

Em outro trecho do depoimento, Júlio Camargo disse que repassou US$ 12,5 milhões a US$ 15 milhões em propina a Fernando Soares, pagos em transferências para um banco no Uruguai e inúmeras contas no exterior.

Em todos os casos, o Ministério Público Federal quer identificar e bloquear as contas, analisar a movimentação financeira e iniciar o processo para trazer o dinheiro de volta.

O ex-diretor da Petrobras, Renato Duque, nega a participação em crimes e no recebimentos de vantagens indevidas no Brasil ou no exterior.

O advogado de Pedro Barusco não quis se manifestar.

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