
Parte da população que vive nas periferias cresce alimentando sentimentos de medo, revolta e desconfiança em relação às forças policiais. Essa realidade se agrava quando operações são marcadas por violência, denúncias de abusos e mortes de inocentes.
É preciso entender o recado dessas comunidades. Não basta entrar nos bairros com armas e viaturas. O Estado precisa oferecer segurança, educação, saúde e oportunidades.
Isso não significa ignorar os desafios enfrentados pelos policiais, nem generalizar o sentimento dos moradores. Significa reconhecer que a segurança pública também depende de respeito, diálogo e confiança.
Como conquistar a confiança de uma comunidade que teme justamente quem deveria protegê-la? Essa é uma reflexão que as autoridades precisam fazer.