
Levantamento Realtime Big Data, divulgado nesta terça-feira, 5, aponta que nem os eleitores de Lula (PT) confiam no Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo a pesquisa, o índice geral de confiança na instituição é de 36%, ante 55% de desconfiança.
Entre os eleitores do petista, que indicou dois ministros na atual gestão –Cristiano Zanin e Flávio Dino– e tem um sentimento de gratidão com Alexandre de Moraes, 45% confiam no STF.
Outros 42% não confiam no Supremo Tribunal Federal, e 13% não souberam ou não responderam.
Apenas os eleitores de Ciro Gomes (PSDB) têm um grau semelhante de confiança nos ministros do Supremo: 46%.
Entre os que votam nos demais candidatos –Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos–, a maioria dos entrevistados não confia na instituição liderada por Edson Fachin.
Lula e Alexandre de Moraes
Lula não se distancia de Moraes por dois motivos: o primeiro é a condução da ação penal do golpe, que resultou na prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e integrantes da cúpula do antigo governo.
O segundo é a associação criada entre o governo Lula e o ministro do STF.
O agravamento da crise no Supremo Tribunal Federal, com Moraes no centro dela, reflete em seu governo e, consequentemente, na eleição.
Realtime Big Data
Como mostramos, a pesquisa Realtime Big Data, divulgada nesta terça, 5, indica que até Ciro Gomes (PSDB) empata com Lula (PT) em um eventual segundo turno da eleição presidencial.
Além dele, Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) estão tecnicamente empatados com o petista.
No levantamento, Flávio tem 44% das intenções de voto, contra 43% de Lula.
Ciro e Lula estão numericamente empatados, com 43% cada.
Contra Ronaldo Caiado, o petista tem 43% das intenções de voto. O ex-governador de Goiás tem 42%.
Na disputa entre Lula e Zema, o empate técnico se dá no limite. O petista tem 43% das intenções de voto, e o ex-governador de Minas Gerais, 39%.
A pesquisa
O instituto Realtime Big Data ouviu 2 mil pessoas entre 2 e 4 de maio em todo o território nacional.
A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-03627/2026.