
A vida de quem milita no meio político, é cercada de traições, ingratidões e safadezas.
O verdadeiro amigo e eternamente leal, se torna um jumento nordestino, obrigado a viver em silêncio, murchando as orelhas e a carregar nas costas a cangalha pesada, e ainda por cima, tomar chicotadas no traseiro.
Como disse Chico Buarque, que já cantava em 1977, sobre a cruel realidade servil desse animal, “O jumento não é o grande malandro da praça. Trabalha, trabalha de graça. Não agrada ninguém. Nem nome não tem”.