
O que ganho, não dá para minhas mordomias. Minhas merecidas mordomias depois de 54 anos de trabalho. Isso, ninguém contesta. Acordo ao nascer do dia, faço poesia, gargalho, e do trabalho faço graça.
Hoje, como a maioria do brasileiro, ou gasta pouco, ou passa aperto.
Depois da marreta do 17, agora, até pensei botar pistola debaixo do colchão. Mas, de arma de fogo, nada sei. Nunca usei pistola. Usei sacola com cordéis. Por outro lado, de um punhal enferrujado na bainha de couro costurado, nunca desapartei da cintura.
Outra coisa. Esse negócio de posse de arma de fogo é coisa do satanás.
Prefiro mesmo a perereca, sendo nova ou velha. Qualquer peça me contenta. Depende o preço.