
Faltando oito dias para a eleição, marcada para o próximo domingo, 25, a campanha de Lula chega à reta final cercada de questionamentos, adotando o verde e amarelo, cores associadas à campanha do adversário Flávio Bolsonaro.
O vermelho, marca histórica do PT, parece ter ficado para trás. Por sugestão do novo coordenador, Janones, a campanha mudou de cor e de identidade visual. Amarelou de vez! A decisão pode representar um problema estratégico, desconstruindo uma imagem consolidada ao longo de décadas e criando uma dissonância na comunicação com o eleitorado.
Nas ruas, a mistura de cores e símbolos pode acabar favorecendo a direita, justamente quando a campanha precisa reforçar sua identidade e mobilizar a militância.
Outro fator de desgaste é a entrevista da lobista Roberta Luchsinger, apontada como amiga de Lulinha. Suas declarações, com menções à possibilidade de delação e de revelações que poderiam atingir Lula, representam mais um elemento de pressão sobre o presidente nesta reta final. As consequências políticas dessas afirmações, porém, ainda dependem dos desdobramentos do caso.
Na Bahia, o governador Jerônimo Rodrigues e seus aliados também são alvo de questionamentos pela forma como vêm conduzindo a mobilização em favor de Lula. Até aqui, a atuação nas redes sociais parece ocupar espaço central, enquanto a presença nas ruas e o corpo a corpo com o eleitorado são vistos como fundamentais para fortalecer a campanha.
A poucos dias da votação, a campanha de Lula enfrenta o desafio de recuperar a unidade visual, reforçar a mobilização e conter os desgastes políticos. A mudança de cores, as controvérsias e a estratégia de mobilização levantam dúvidas sobre a capacidade de chegar ao dia da eleição com a mesma força política que o PT construiu ao longo de sua trajetória.