
As demonstrações de arrogância, impaciência e respostas grosseiras por parte de algumas das principais lideranças políticas da Bahia deixaram de ser casos isolados para se tornarem um comportamento recorrente. A cada nova entrevista, coletiva ou debate nas redes sociais, multiplicam-se episódios que reforçam a impressão de que parte da classe política perdeu a paciência com o contraditório e com o direito da sociedade de cobrar explicações.
Entre os nomes mais lembrados está o ex-governador e ex-ministro Rui Costa, frequentemente criticado pelo tom duro e pelas respostas consideradas ríspidas quando confrontado com questionamentos. Nesta semana, o ex-ministro Geddel Vieira Lima também voltou ao centro das atenções ao dirigir uma ofensa de baixo nível a um candidato a deputado federal de Eunápolis, episódio que repercutiu amplamente, depois de mandar tomar no c.!
O governador Jerônimo Rodrigues também já foi alvo de críticas por reações consideradas ásperas diante de perguntas incômodas. Na mesma linha, o presidente estadual do Avante, Ronaldo Carletto, recebeu questionamentos após sua postura em relação à homologação da candidatura de Binho da Galinha. Já o senador Jaques Wagner, apesar do perfil mais discreto, também protagonizou momentos de respostas duras e cortantes.
Quando autoridades públicas substituem argumentos por irritação, ironias ou ataques pessoais, quem perde é o debate democrático. A população espera serenidade, transparência e respeito, principalmente de quem ocupa ou ocupou cargos de grande relevância.
A repetição desse comportamento transmite a sensação de desgaste político e de dificuldade para lidar com críticas. Após quase duas décadas de protagonismo na política baiana, muitos desses líderes parecem demonstrar sinais de cansaço diante das cobranças cada vez mais intensas da sociedade.
O poder é passageiro. O respeito ao cidadão, à imprensa e aos adversários políticos, porém, deve ser permanente. A democracia exige firmeza nas convicções, mas também equilíbrio, educação e capacidade de ouvir. Quando a prepotência se sobrepõe ao diálogo, acende-se um alerta que não pode ser ignorado.
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Fotos: Divulgação