
Eunápolis completa 30 anos no próximo dia 12. Moldado no espírito desenvolvimentista, tornando-se polo econômico regional, hoje, com uma população que beira 120 mil pessoas, a maioria incrustrada em localidades excludentes, precisa urgentemente ganhar espaço como cidade promissora. No momento, observa-se um leve rebaixamento nas condições de vida dos seus moradores. A economia embora apresente números satisfatórios não é o que parece. Quem caminha pelos zoneamentos percebe um declínio setorial.
Observa-se que nos últimos anos, os gestores não contribuíram como deveriam, para o fortalecimento dos setores produtivos. Ao invés disso, se preocuparam com as questões voltadas para a infraestrutura, de forma tímida, sem se preocuparem com o aquecimento da agricultura, da cultura e da industrialização. Percebe-se que todos prefeitos não passaram de simples administradores com pouca visão e experiencias, construindo administrações nanicas.
Sem emprego, os cidadãos se converteram em seres subservientes, moldados no puxa-saquismo, se colocando a serviço do poder, criando assim, uma sociedade cada vez mais polarizada e ameaçada.
A violência ganha espaço na rebaixada condição de vida dos moradores, grande parte não é atendida sequer nos serviços básicos, e toda população segue sem esgoto tratado.
Em busca da sobrevivência, e sacrificando-se para obter um rendimento salarial medíocre, parte do eunapolitano está perdendo o seu poder de percepção, fato muito grave, marcado pela precarização das condições de vida e trabalho.
Por outro lado, setores da sociedade estão camuflados, também com suas garras nas vertentes da Prefeitura Municipal. Ao invés de colocarem suas vozes com propostas e melhorias, preferem se esconder nos labirintos obscuros dos seus interesses individuais.
Como disse nesta sexta-feira, 27, o médico e ex-prefeito Gediel Sepúlvida: “viver mergulhado é a melhor opção”.
Observa-se que essa linha de pensamento aos poucos vai tomando conta da elite social, que sem perceber, mergulha o município em profunda crise, e no pior isolamento político Eunápolis já viveu.