Bahia, 19 de Novembro de 2018
Por: Alisson Andrade
01/11/2018 - 14:38:07

O câncer de próstata é o segundo câncer mais comum entre os homens, ficando atrás apenas do câncer de pele. E para chamar a atenção dos homens sobre a necessidade do exame preventivo e do diagnóstico precoce da doença, desde de 2003 acontece a campanha Novembro Azul. Diversas entidades, empresas e instituições em todo país participam de ações para combater o tumor, o preconceito e a falta de informação de muitos homens, dificultando a prevenção e aumentando os índices de mortalidade provocada pela doença.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a estimativa é que em 2018 sejam registrados mais de 68 mil novos casos de câncer de próstata no Brasil, atingindo na grande maioria, homens com fatores de risco que incluem idade acima de 50 anos, histórico familiar com a doença, fatores hormonais, ambientais e hábitos alimentares, com uma dieta rica em gorduras e pobre em alimentos naturais como frutas e verduras, além do sedentarismo e excesso de peso.

 

Segundo o médico urologista, Flávio Andrade, que compõe o corpo clínico da Instituto Brasil de Medicina Diagnóstica (IBMED), existem duas formas de se diagnosticar a doença; por meio do exame PSA, com coleta  e análise sanguínea ou com o toque retal. O urologista também destaca que o preconceito ainda é uma grande barreira no diagnóstico. “A doença é considerada um sinal de fragilidade que os homens não reconhecem como inerentes a sua própria condição biológica”, disse. Ainda segundo o urologista, cerca de 20% dos pacientes são diagnosticados em estágios avançados, “apesar desse índice ter recuado nas últimas décadas em decorrência, principalmente, de políticas de rastreamento da doença e maior conscientização da população masculina”. Para ele, um bom exemplo desse tipo de engajamento pode ser visto em diversas campanhas em prol da saúde do homem promovendo a realização de exames preventivos que contribuem para a  diminuição da taxa de mortalidade de 25% a 31%. “A identificação de pacientes com risco de desenvolver a doença na forma mais agressiva, por meio de parâmetros clínicos ou laboratoriais, pode ajudar a individualizar a indicação e frequência do rastreamento”, finalizou.

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