Bahia, 23 de Setembro de 2018
Por: A Gazeta Bahia
10/09/2018 - 09:12:27

A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, órgão do Ministério Publico Federal, lançou nesta segunda-feira, 10, na qual destaca “os desafios que se impõe à democracia brasileira” diante da aspiral de discurso de ódio e violência nas discursões políticas do País. A Procuradoria enfatiza em sua visão política, o atentado ao candidato à Presidência, Jair Bolsonaro e ressalta outros crimes como o praticado contra a vereadora Marielle Franco, e os disparos com arma de fogo contra a caravana do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Mais adiante, disse que a liberdade de manifestação do pensamento, inclusive político é também um direito humano. E que seu exercício existe responsabilidade e não se confunde com a difusão do ódio, e o estímulo ao uso arbitrário da força, tal como estabelece a Constituição Federal.

Não é de hoje, nem de ontem, que os apelos odientos e até violentos são fatos comuns, disparados contra os políticos na cidade de Eunápolis. Os discursos agressivos encabeçados por apoiadores de Robério Oliveira, de Neto Guerrieri e de Paulo Dapé e grupos de outros indivíduos soltos, tornaram-se constantes e virulentos.

Essa prática nefasta e agressividade predomina nos bastidores da política local há muitos anos, culminando até mesmo com a execução do radialista Ronaldo Santana, fato que rolou nos tribunais da Justiça até há poucos dias.

De lá para cá, os engalfinhamentos desses três grupos políticos causou danos irreversíveis para o desenvolvimento de Eunápolis, isso se iniciou mais acentuadamente a partir do mandado do ex-prefeito Neto Guerrieri, quando seus apoiadores fizeram ataques maciços ao ex-prefeito Robério, o que não foi diferente por parte dos roberistas. O ódio se estabeleceu entre os netistas e roberistas, culminando no racha entre as duas lideranças, se afunilando até o momento.

Por outro lado, o ex-prefeito Paulo Dapé não se cansou de atacar através da sua emissora de rádio o prefeito Robério e o ex-prefeito Neto, cotidianamente através de um discurso conflituoso e desrespeitoso.

O emprego da violência no debate político em Eunápolis, embora de forma camuflada, é mais pesado do que pensamos, prejudicando de forma aguçada todos os componentes e atores sociais, como a imprensa, servidores públicos, entidades, órgãos públicos e outros. Diante desse quadro insano, a cidade de Eunápolis mergulha no precipício do isolamento político e declina de forma visível para a estagnação.

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