Bahia, 18 de Novembro de 2019
ECONOMIA

Exportação de mamão para os Estados Unidos poderá fortalecer a economia da região
A Bahia é o segundo exportador e o maior produtor.
Por: Ascom Adab
14/05/2014 - 21:55:25

 A Bahia é o segundo exportador e o maior produtor de mamão de Brasil, com 11.635 hectares de área colhida, produzindo mais de 683 mil toneladas, segundo dados de 2012 da Embrapa. Considerando que as exportações de mamão de pomares localizados em municípios do extremo sul, a exemplo de Itabela, Eunápolis, Belmonte, Porto Seguro e outros do estado serão retomadas ao mercado americano a partir de setembro deste ano, a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), vinculada à Secretaria Estadual de Agricultura (Seagri), realizará a liberação de pomar de mamão para os EUA, atendendo determinações da Instrução Normativa Nº 05 de 22 de janeiro de 2008.

Com objetivo de ampliar as exportações para os países importadores, como os Estados Unidos, o Estado precisa atender às medidas de manejo de risco, que visam minimizar as ameaças fitossanitárias e o produtor deve seguir um protocolo de requisitos que dizem respeito não só a qualidade alimentar, mas também à fitossanidade de produtos e procedimentos utilizados nos processos de produção. Uma das medidas que os fiscais da Adab adotarão junto ao produtor é a inspeção da área de plantio para posterior liberação da exportação. O diretor de Defesa Sanitária Vegetal, Armando Sá, explica que nesta ação é observado o grau de maturação dos frutos, o índice de moscas-das-frutas, o controle de qualidade do monitoramento, dentre outras.

“Os principais elos da cadeia produtiva precisam estar em harmonia para a concretização da exportação, que são basicamente: produção, fitossanidade e mercado. O governo da Bahia está trabalhando para superar as barreiras sanitárias do mercado internacional, monitorando a produção de plantio, passando por manejo, colheita e controle de pragas, tais como as viroses do mamoeiro e as moscas-das-frutas”, acrescenta Sá.

O Secretário da Agricultura, Jairo Carneiro, explica que a fruticultura baiana apresenta ampla importância social, econômica e nutricional. “O ganho é para os produtores e pequenos agricultores familiares, o grande contingente de trabalhadores rurais das cidades do interior do Estado, por colocar o produto brasileiro de qualidade no mercado internacional, para o consumidor que terá garantia de frutas saudáveis em sua mesa e para os governos federal e estadual, por cumprirem com o compromisso de desenvolver a agricultura, sempre respaldado pela defesa agropecuária”, conclui Carneiro.

O treinamento

O diretor Armando Sá ainda esclarece que essa é uma atividade normalmente atribuída ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), mas pode ser delegada à Adab. De acordo a IN nº 05, a empresa exportadora, a Bello Fruit, deverá garantir a identidade, a rastreabilidade e a conformidade fitossanitária dos frutos oriundos da aplicação das medidas integradas baseadas no princípio do Systems Approach.

Para isso, o Mapa, através da Superintendência Federal na Bahia (SFA/BA), realizou um treinamento técnico com Fiscais das coordenadorias regionais da Adab em Teixeira de Freitas, Itabuna, Vitória da Conquista e Salvador, entre os dias 28 e 29 de abril deste ano. O treinamento foi realizado no packinghouse e pomares da Bello Fruit e ministrado pelo Fiscal Federal, Joel Lourenço Scabelo, e pelo Responsável Técnico da Bello Fruit, Rodrigo Viana.

Os Fiscais da Adab visitaram o Projeto Capitão, localizado no município de Pedro Canário no Espírito Santo, a cerca de vinte quilômetros da empresa processadora de frutas, onde inspecionaram os pomares monitorados de papaya, observando o trabalho de retirada dos frutos maduros, a distribuição das armadilhas, a leitura das armadilhas e o controle das viroses do mamoeiro. A coordenadora do Projeto Estadual do Controle da Mosca-das-Frutas da Adab, Rita de Cássia de Oliveira, conta que na empresa processadora, localizada no município de Mucuri, eles acompanharam a chegada dos frutos da área produtora e visitaram as áreas de seleção e inspeção dos frutos, como o tratamento em água quente, embalagem e refrigeração dos frutos tratados, além da plataforma de embarque.

A superintendente federal da Agricultura na Bahia, Virgínia Hagge, informa que a exportação de frutas baianas não representa apenas a consolidação da qualidade do produto baiano, mas o rompimento de barreiras comerciais e abertura de mercados. “A boa qualidade das frutas e ausência de pragas são as principais exigências dos mercados importadores de frutas, por isso, vamos continuar dando todo apoio para exportações, sempre garantindo a sanidade dos produtos e subprodutos de origem agropecuária”, incentiva Hagge, ao frisar que o governo cumpre mais uma vez com o compromisso de defender os interesses do Brasil e dos produtores.

 
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