
O projeto Euna Agro, idealizado pelo jovem deputado federal Neto Carletto, realizado nos dias 22 e 23, é visto por grande parte da sociedade eunapolitana como uma iniciativa viável, importante para a economia local e agregadora de entretenimento e oportunidades de negócios à tradicional Feira da Agricultura, realizada aos sábados durante o dia.
No entanto, apesar da organização estrutural apresentada, cresce o entendimento de que o espaço utilizado para os shows não comporta eventos de grande porte, especialmente diante da presença de artistas nacionais de forte apelo popular. Para muitos participantes, o local mostrou-se insuficiente e trouxe riscos consideráveis à segurança do público.
As liminares judiciais que autorizaram a realização da festa também passaram a ser alvo de questionamentos. Há críticas no sentido de que, além de liberar o evento, representantes da própria Justiça deveriam ter acompanhado presencialmente a movimentação noturna para constatar a dimensão dos problemas registrados.
Nas redes sociais, as reclamações foram intensas durante todo o fim da festa. Muitos participantes relataram filas quilométricas, internet instável, atendimento deficiente nas áreas VIPs, e outras, falta de banheiros, lamaçal fétido, preço das cervejas, e atrasos nas apresentações dos artistas. Entre os exemplos mais comentados estão os atrasos nos shows da cantora gospel Aline Barros, no sábado, 22, e do cantor Tarcísio do Acordeon, no domingo.
Internautas classificaram a experiência como desorganizada, apontando dificuldades no acesso ao evento, reclamações sobre o valor dos ingressos para acessar a área Vip, e até denúncias do uso de spray de pimenta em meio ao público na área externa.
Como já destacado anteriormente, o projeto é considerado ousado e positivo para o município, mas precisa ser repensado em diversos aspectos, principalmente quanto à escolha do local e ao excesso de viés político observado durante a programação.
Nesse contexto, a atuação da Secretaria de Meio Ambiente recebe respaldo de parte significativa da população. O problema mais grave relatado por moradores da região foram as perturbações provocadas pelo som excessivamente alto durante duas noites consecutivas, comprometendo o descanso e o bem-estar das famílias residentes no entorno. Para muitos, neste ponto, a decisão judicial acabou ignorando os impactos diretos causados à comunidade.
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